quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O COMPLEXO MÍNERO-SIDERÚRUGICO DE CONGONHAS/ JECEABA E SUA REGIÃO DE INSERÇÃO

O COMPLEXO MÍNERO-SIDERÚRUGICO DE  CONGONHAS/ JECEABA E SUA REGIÃO DE INSERÇÃO
Arq. Dalmy Motta Durante.


Os empreendimentos relativos a mineração em Congonhas (CSN/ NAMISA) e siderurgia em Jeceaba (Vallourec&Sumitomo) na região do Alto Paraopeba, em fase de implantação, pelos portes e importância econômica demandam reflexões e análises  integradas que ultrapassam a escala local dos municípios onde se localizam, e devem ser estendidos a região de influência.

A previsão de operação dos empreendimentos em Congonhas é referenciada ao horizonte de 2015, ou seja, nos próximos quatro anos. Terão efeitos de profundas transformações na microrregião, estimando-se que Congonhas passe dos 40.000 habitantes para 80.000 e Jeceaba dos atuais 6.000 para cerca de 20.000 habitantes.

Os municípios têm extensões territoriais relativamente reduzidas – Congonhas (306 Km2) e Jeceaba (235Km2) e as sedes com estruturas urbanas inadequadas para suportar efeitos impactantes desse vulto em curto prazo. Em Jeceaba menos da metade da população está na área urbana (3.000 habitantes); em Congonhas, ao contrário, a quase totalidade, na área urbana, com restrições adicionais relativas ao núcleo histórico.

As duas cidades são distantes por apenas 14 km por rodovia pavimentada e ferrovia. Em Ouro Branco, em igual distância, localiza-se a Siderúrgica Gerdau-Açominas – implantada desde a década de 80- e já consolidada em termos de efeitos regionais. E, a 17 km de Congonhas pela BR-040 situa-se Cons. Lafaiete (Pólo da microrregião) em área já conurbada, ao longo da rodovia e ferrovia.  

Assim, relativamente à Área de Influência Direta dos empreendimentos, admitindo-se a partir de Congonhas um raio de 25 Km como limite ter-se-ia a curto prazo:

- em Jeceaba a Vallourec&Sumitomo concluiu recentemente siderúrgica de 1milhão de ton./ano de aço bruto, sendo, 700 mil ton. para produção de 600 mil ton de tubos especiais para a indústria petrolífera (exportação) e 300 mil ton. restantes para aço em barras;
-Em Congonhas o Complexo CSN/NAMISA envolve 2 usinas de Pellets (20 Milhões de ton/ano), uma barragem de rejeitos (de 3,5 milhões de ton/ano); uma rodovia particular  de 8,00Km (transporte logístico) com vários viadutos e pontes até Pires (Congonhas/ Ouro Preto); um concentrador;
- Há as instalações da própria CSN (Casa de Pedra), e de mineradoras já em operação como Ferteco/ CFM e outras de menor porte incorporadas ou fornecedoras da Vale;
- Em Ouro Branco a Gerdau-Açominas- em ampliação;
- Cons. Lafaiete tradicional pólo minerador e ferroviário e de serviços da região demandará ampliação de serviços de educação e saúde;
-prevê-se a retomada da Santa Matilde (vagões ferroviários);
- a ferrovia (MRS Logística) deve sofrer ampliações (pátios, áreas de embarque, pátios de espera) e melhorias operacionais pelo aumento da demanda, e freqüência das viagens;
- O DNIT deve iniciar em breve obras de duplicação da BR-040 (BH/ Ressaquinha) eixo viário estrutural que tem na microrregião sub-trechos críticos;
- a COPASA – com financiamento do BID- tem previsto um projeto de recuperação do Rio Paraopeba – com ações na área e municípios mineradores, em seu curso, na microrregião e em Betim (esgotamento urbano-industrial);
-  um grande fluxo de técnicos e trabalhadores de empreiteiras  de outras regiões na fase de implantação, e a médio prazo,  na operação dos empreendimentos.

Enfim, no período 2011/2015 a microrregião sediará concomitantemente  a implantação de um complexo de obras altamente impactantes sobre o quadro físico , biótico e antrópico atuais. O cenário futuro (de médio prazo) para a microrregião é a configuração de uma região metropolitana, com manchas urbanas conurbadas, similar ao Vale do Aço (2ª área metropolitana do Estado). E, com uma população com renda elevada, e de demandas de bens e serviços de melhor qualidade.

Pode-se argumentar e com procedência, que o Estado, os municípios e os empreendedores desenvolveram estudos aprofundados e planejamentos relativos, de viabilidade econômica, das demandas de infra-estrutura, de uso  do solo, de impactos e licenciamento ambiental, inerentes a empreendimentos de tal magnitude, na ótica da legislação vigente e da responsabilidade social das empresas, todas de grande porte.

Esse planejamento, com certeza, de alta qualidade, é centrado nos empreendimentos em si. E na ótica dos municípios, nos efeitos sobre seu território e cidades sedes. Mas não sobre o conjunto microrregional.

O que se coloca como necessidade é uma ampliação da análise, de forma integrada, pelo menos na escala da microrregião de Influência Direta (Congonhas, Jeceaba, Ouro Branco, São Brás do Suaçui, Conselheiro Lafaiete).

Essa análise calcada em um Diagnóstico Ambiental, atualizado e voltado para utilização no planejamento seqüente, forneceria uma avaliação dos efeitos intra-regionais e sobretudo apontaria provavelmente sinergias e ganhos de escala nos problemas comuns a mais de um município, em relação ao uso e ocupação do solo, infra-estrutura, sistema viário e transportes, propostas urbanísticas e preservação ambiental (com a integração de programas e condicionantes do licenciamento ambiental dos empreendimentos).

Na hipótese de desenvolvimento da proposta aqui sintetizada, o desenvolvimento dos trabalhos, exigirá uma gestão integrada e ágil, seja através de um gerenciamento (ad hoc) do Estado, ou de municípios envolvidos, notadamente Congonhas – que sediará as maiores intervenções- bem como das empresas empreendedoras (CSN/ NAMISA, Vallourec&Sumitomo, Gerdau, Vale).  Essa integração redundaria em menores custos e ganhos qualitativos para todos, e para a região.

 

domingo, 14 de agosto de 2011

ESTUDOS AMBIENTAIS- Dos Objetivos e da Praxis

ESTUDOS AMBIENTAIS—
Dos Objetivos e da Práxis

A inserção da análise ambiental na maioria dos projetos, desde a fase preliminar, de viabilidade, até a fase executiva se apresenta indispensável.
A questão ultrapassa a condição de apoio ou complemento no processo decisório e deve ter peso equivalente aos demais fatores de caráter técnico-econômico, de engenharia de projeto.
A inserção ambiental objetiva um patamar superior de qualidade, justificada, de um lado, pela necessidade de preservação dos recursos naturais— nas escalas local e planetária— e por outro lado, pela competitividade da atividade econômica e atendimento de demandas crescentes cujas matérias primas são extraídas da natureza.
O atendimento do estágio superior de qualidade , de desenvolvimento sustentável implica na íntima ligação entre tecnologia e adequação ambiental. Por isso não faz sentido que a componente ambiental, suas proposições e custos sejam considerados ‘ a posteriori’ das decisões econômicas apenas por força de lei,  ou para cumprir formalmente o licenciamento; ou como forma de resposta a questionamentos, seja da comunidade afetada, seja de entidades ambientalistas, ou mesmo para obtenção de maiores ou menores “compensações ambientais”.
Ainda assim, questiona-se custos ambientais tidos como inviabilizadores de projetos. Estudos e requerimentos ambientais não significam aumentos significativos de custos. Salvo quando há problemas relevantes, rotulados ou não como ambientais.
Esse argumento decorre de uma visão imediatista, de uma cultura que transfere problemas e conseqüências para depois, para outrem, que no fundo é a própria sociedade.
Mesmo que tal visão possa ser atribuída às dificuldades financeiras, projetos de grande porte,  como as obras de infra-estrutura por exemplo devem ter projetos completos. E não como solução parcial de um problema e gerador de outros.
Quando se trata de obras de infra-estrutura, indispensáveis portanto, é usual argüir-se como absurdas  restrições às suas consecuções por fatores ambientais.
Projetos setoriais de infra-estrutura , em geral os de maior porte, integram programas governamentais e como tal, sintetizam necessidades econômicas e sociais, no quadro de desenvolvimento do país. E, também quase sempre se apresentam para suprir deficiências e situações críticas, deficits ostensivos com o que já nascem com um carimbo de urgência urgentíssima, de interesse público sobrevalorizado, onde a análise ambiental, e o Licenciamento se apresentam como “barreira burocrática” , causadora de atrasos, de elevação de custos. Consultorias ambientais e de engenharia de projeto trabalham por isso com a pressão dos prazos exíguos.
Os empreendimentos apresentam uma síntese justificativa de suas funcionalidades econômicas, de previabilidade, objetivos, cronogramas preliminares, estimativa de custos, de geração de empregos, impostos, custo/benefício e ganhos sócio-comunitários para cidades e regiões atingidas. Os impactos ambientais adversos em geral minimizados em simples referenciais, até pelo caráter ainda preliminar do projeto.

Contudo, a práxis, ainda predominante, nos empreendimentos de pequeno e médio porte,  é a questão ambiental ser tratada apenas no processo de licenciamento ambiental sobre o que cabem algumas observações.

A incorporação da componente ambiental, no sentido aqui atribuído  — global e completo— ratifica suas funções precípuas no moderno desenvolvimento, como elemento de integração, de sustentabilidade, ou seja: como fator estrutural.
A partir dessas considerações entende-se a componente ambiental como indissociável do projeto/ empreendimento, desde a concepção e viabilidade técnica-econômica até sua fase executiva.
A inclusão e operacionalização do estudo e projeto ambiental, em consonância com sua própria natureza, vai variar em intensidade com os níveis de criticidade com que os fatores, do projeto e naturais, se apresentarem; as interferências e atingimentos frente as alternativas possíveis, isto é, para cada caso.
Exatamente essa diversidade de situações ambientais, ainda que dentro de um mesmo título setorial — barragens, aeroportos, rodovias, linhas de transmissão de energia, dutos, indústrias, explorações minerais, urbanização, agricultura e pecuária — é que requer da análise ambiental, não apenas conhecimento especializado, mas efetiva integração, capaz para essa adequação ao caso, como fator decisório que é de fato.
Nos estudos destinados ao Licenciamento Ambiental os empreendimentos tem seus enquadramentos junto aos Órgãos Ambientais definidos pelo porte e potencial impactante, por tipologias, exigências legais consubstanciados em Termos de Referência, tomados como escopo.
Atualmente há uma série de fatores favoráveis a mudanças dessa situação predominante. A maior disponibilização de informações atualizadas, imagens de satélites, georreferenciamento, nos anos recentes, permitem que parte dos trabalhos preliminares sejam feitos em escritório com as atividades de campo, nessa fase, restritas a vistorias expeditas, de checagem de pontos de interesse, com razoável grau de confiança, até para dimensionar estudos e levantamentos definitivos, em maiores detalhes.

Com esses instrumentos pode-se elaborar um  Diagnóstico sucinto, identificando interferências com elementos físicos, do uso do solo regional, antrópicos e bióticos, onde impactos podem ser definidos, por inferências, e em condições capazes de alimentar, comparativamente, alternativas, aspectos locacionais mais favoráveis ao empreendimento e ao meio ambiente. Em conseqüência, é possível com esse Diagnóstico Preliminar definir as áreas de estudos, de influência direta e indireta, bem como os limites de suficiência de levantamentos, graus de aprofundamento dos estudos temáticos, em cada etapa, até o projeto executivo. A partir portanto da pré-viabilidade ambiental.
Estes instrumentos podem melhorar metodologias clássicas, como ferramentas auxiliares, em contraposição as rotinas usuais no processo. Citam-se aspectos relativos.

-  Os Termos de Referência dos Órgãos Licenciadores como roteiros/ escopos setoriais são amplos e devem ser adequados às especificidades do caso. Contudo tanto consultores quanto analistas de Órgãos Oficiais, com a idéia do atendimento pleno, pautam os estudos por um atendimento literal da itemização neles contida. As razões dessa diretriz, do lado da consultoria são os prazos exíguos e a idéia de evitar problemas , e dos analistas uma visão que reduz o conteúdo e valoriza a forma, a análise integrada, pelo exame temático conforme cada especialista. No IBAMA, por exemplo, é utilizado o chamado “check-list com a verificação enumerativa do Termo de Referência. Em qualquer omissão como um número errado no CNPJ do empreendedor, a falta de uma “bibliografia” ou de um “glossário”, um item com nomenclatura desigual ao Termo de Referência, o o estudo é devolvido para revisões, com prazos reiniciados após correções...
Nesse caso sim, uma burocracia injustificável com questões que poderiam ser atendidas prontamente. E os “check-lists  as vezes equivalem aos prazos de análise. E há que se aguardar  a comunicação formal, do resultado dessa ‘análise’.

Em relação ao conteúdo dos estudos ambientais há que se destacar dois aspectos, ainda comuns, e que em diferentes graus trazem desdobramentos ao processo:
- na Consultoria, uma visão acadêmica que conduz os estudos para uma linha descritiva, descompromissada , quase nunca conclusiva;
- uma tendência dos especialistas em atribuir valor exagerado aos respectivos temas,  que se reflete na integração e no peso temático efetivo, relativamente ao conjunto do projeto, sua localização regional e fatores ambientais inerentes;
- nos Órgãos Oficiais, equipes interdisciplinares heterogêneas, em termos de experiência profissional —admitidas via concursos públicos— que demandam um tempo incerto de vivência para adquirir as características de uma equipe efetivamente integrada e segura.

Essas deficiências que contribuem para veicular o conceito da questão ambiental ser sinônimo de ‘problema’ geram constantes propostas de “simplificações” de agilização no licenciamento, quase sempre imediatistas e até ingênuas, para atender interesses econômicos e setoriais. Os autores das propostas simplificadoras ressaltam sempre no discurso,  o apoio aos estudos e exigências ambientais porém, querem agilizar, desburocratizar. Na verdade querem apenas  uma licença legalizadora, que leve possíveis  efeitos para depois, ou para nunca. Em geral são ‘atalhos’  simplificadores. Frágeis, que resultam em atrasos para uma consolidação qualitativa.

Há que se distinguir as empresas de grande porte  —estatais e privadas— que ultrapassaram esse estágio, resultado  dos processos de certificação —ISO 14000 e seqüentes—desde a década de 90 e hoje com políticas e ações significativas na área ambiental, absorvidas e incorporadas aos seus processos produtivos e de planejamento. E que por isso não vêem mais as questões ambienatais como empecilhos, muito ao contrário.

Nesse sentido, cabe registrar avanços significativos para um estágio desejável de inserção da componente ambiental como indissociável dos estudos desde a pré-viabilidade até a fase executiva  dos projetos/ empreendimentos. Citam-se:
- No Setor Elétrico, o Manual de Efeitos Ambientais dos Sistemas Elétricos — Eletrobrás— obriga a análise ambiental, desde a fase de inventário dos aproveitamentos, de forma integrada, através de estudos por ecossistemas e índices de qualidade ambiental por alternativa. Idem para as fases seguintes (em geral com alternativas já descartadas) de Viabilidade, Projeto Básico e Executivo, com prazos médios de 5 anos. Nestes 5 anos estão incluídos as Licenças Ambientais —LP e LI. A crítica no entanto atem-se ao licenciamento ambiental. O prazo médio de 5 anos do projeto de engenharia é considerado normal.
- O DNIT incorporou aos projetos de engenharia rodoviária dois procedimentos: O Estudo de Viabilidade Técnica-Econômica e Ambiental como etapa prévia, independente dos licenciamentos dos empreendimentos. E a Componente Ambiental através da Instrução de Serviço nº 246, calcada na Avaliação de Impactos e no detalhamento, no projeto de engenharia, dos serviços de proteção vegetal, paisagismo, tratamento das APPs e outros, também independente do processo de licenciamento, como elementos do projeto de engenharia rodoviária.
- Em Minas Gerais duas ações estruturais foram implantadas no Sistema de Meio Ambiente:
  • Descentralização e integração de licenciamento e fiscalização com a criação das Superintendências Regionais, com o que os licenciamentos são feitos nas regiões dos empreendimentos onde, naturalmente, as equipes oficiais detem maior conhecimento da realidade regional;
  • A Fundação Estadual do Meio Ambiente desenvolveu e implementou o Zoneamento Econômico-Ecológico  do Estado, como referência das condições ambientais mais significativas (físicas, bióticas e antrópicas) regionalizadas, para orientar e ser incorporada ao processo  decisório, de localização, de restrições e de diretrizes da concepção projeto/ empreendimento. Essas diretrizes são fornecidas, com mapeamentos georreferenciados, aos empreendedores desde o Formulário de Orientação Básica Integrado (FOBI).
Do exposto pode-se esperar uma tendência de ajustes nas deficiências ainda existentes através de aprimoramento qualitativo crescente, seja pela maior participação sócio-comunitária, pela consolidação democrática, por uma geração mais conscientizada, por educação ambiental permanente, pela velocidade e alcance das comunicações, pela responsabilidade social das empresas — para suas sustentabilidades—pela consolidação da Legislação Ambiental que se somarão numa práxis definitiva, de qualidade superior. Dalmy Motta Durante- 17/03/2011.

(* nota: os artigos de nossos Consultores tem seus direitos auorais previamente registrados na Biblioteca Nacional -EDA; a cópia e citação são permitidas desde que citada a fonte).

Localização e Contatos

 Email: dpaconsultoria@gmail.com

Localização: Belo Horizonte-MG

19°56’58.80’’S
43°56’00.55’’O

Telefax: (31) 3223.5018

Produtos & Serviços

PRODUTOS  E  SERVIÇOS


PLANEJAMENTO  AMBIENTAL   E LICENCIAMENTO


A Consultoria ambiental para o licenciamento destina-se  a obtenção de licenças ambientais nas diversas fases de implantação para empreendimentos. Será preventiva quando do início – implantação – de novo empreendimento ou corretivas visando regularizar situações de fato já existentes.

A DP&A possui corpo técnico apto a prestar toda assessoria nas etapas de licenciamento, além de elaborar os estudos ambientais propriamente ditos que serão analisados pelos órgãos ambientais com a conseqüente expedição das licenças.

O Planejamento Ambiental engloba o tratamento dos ambientes físico, biológico, sócio-econômico-cultural em empreendimentos como:
Usinas Hidrelétricas; Barragens (Saneamento, Mineração, Irrigação); Mineração; Rodovias; Aeroportos; Terminais de Transportes e Cargas;  Pátios Industriais; Linhas de Transmissão; Aterros Sanitários; Tratamento e Destinação Final de Efluentes e Resíduos; Unidades Industriais e Agro-Industriais; Projetos Urbanísticos.  

A consultoria  e o planejamento ambiental englobam portanto a elaboração dos diversos tipos e formatos de estudos ambientais, incluindo:

- Levantamentos
- Programas
- Projetos Específicos
- Planos Diretores
- Programas de monitoramento
- Áreas de Preservação
- Recuperação e recomposição de áreas
- Elaboração de Estudos de Impacto Ambiental (EIA)
- Relatório de Impacto Ambiental (RIMA)
- Relatório de Controle Ambiental (RCA)
- Plano de Controle Ambiental (PCA)
- Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD)
- Avaliações Ambientais
- Integração de Estudos Setoriais
- Plano Básico Ambiental
- Projetos de Recomposição Florestal
- Outorga de Águas
- Educação Ambiental
- Projetos de Comunicação Ambiental
- Acompanhamento técnico e gestão junto aos Órgãos Licenciadores e de Fiscalização.
- Entre outros estudos ambientais, conforme o caso específico; independente de sua nomenclatura e/ou formatação exigida ou habitual.

Planejamento Urbano:

- Planos Diretores
-Assessorias a Programas Municipais
- Saneamento Ambiental
- Sistema Viário
- Parques; Áreas de Lazer, Paisagismo; Áreas Turísticas

Estudos de Viabilidade:

- Econômica/ Ambiental
- Localização de Empreendimentos
- Sistemas de Proteção Ambiental.

Projetos Executivos:

- Projetos específicos decorrentes de recomendações para proteção, eliminação e/ou minimização de impactos ambientais.


Todos eles obtidos dentro dos prazos previstos, e com qualidade nos estudos que em geral resulta em um número reduzido de condicionantes para cada uma das licenças, exatamente pelo fato do estudo ambiental já contemplar – e propor soluções para vasta gama de questões possíveis específicas a cada empreendimento.

ASSESSORIA INTERNA

A assessoria é atividade que é prestada automaticamente quando do contrato para elaboração de estudos para licenciamento ambiental.

Além desta hipótese a DP&A oferece como serviço orientações e assessoria de caráter permanente e preventivo, que engloba análises prévias quando do estudo de possibilidades comercias de empreendimentos, verificando custos, alertando para possíveis dificuldades ou passivos e trabalhando sempre de maneira a proporcionar redução de custos, economia de tempo quando da obtenção de licenças e prevenção de litígios.

O objetivo é eliminar as chances da empresa ser surpreendida com passivos ou entraves ambientais de qualquer natureza. Constitui-se ainda em instrumento estratégico para


GESTÃO AMBIENTAL:

A área de gestão funciona integrada à equipe técnica da empresa- cliente. Engloba o monitoramento constante de suas atividades produtivas, sendo a DP&A equipe de consulta para apoio disponibilizado ao cliente, além de acompanhamento de cronogramas de implantação de serviços e melhorias ambientais dentro do planejamento estratégico da empresa, visando por exemplo obtenção de futura certificação.

Na área de gestão ambiental inclui ainda uma Interface permanente com os órgãos públicos licenciadores, visando o acompanhamento e a agilização da tramitação e procedimentos para aprovação  de trabalhos e/ou concessão de licenças nas diversas etapas do empreendimento.  É cláusula fixa nos contratos de consultoria da DP&A  e representa   agilidade para o Empreendedor, além do compromisso da DP&A  no acompanhamento do empreendimento independente do encerramento do objeto do contrato (elaboração dos estudos).

CONSULTORIA

Além da Consultoria para elaboração dos estudos ambientais, já referida, há também a Consultoria Técnica avançada, usada em questões pontuais de determinado empreendimento, independente – e além-  de seu licenciamento ou das obrigações normativas


A consultoria aqui referida, como produto oferecido destina-se  a situações específicas de alta complexidade técnica. Situações que demandam conhecimento mais aprofundado e/ou de alta especialização.

São os chamados “nós” ou entraves de projetos que podem, caso não resolvidos (ou “desatados”) inviabilizar o empreendimento. Destina-se a situações específicas dentro de determinado projeto ou empreendimento e são caracterizadas por demandarem alto conhecimento técnico, com contrato específico apenas para o deslinde daquela questão.

CERTIFICAÇÃO

Após uma vistoria geral em todo a empresa, a DP&A elabora planilha com diagnóstico em um resumo simplificado e didático da situação e os passos, etapas preparatórias, necessárias a que a empresa esteja apta a requerer a sua certificação de qualidade ambiental.

Se for necessária a realização de licenciamento corretivo, a DP&A poderá incluir tal função.

Após o uso de tais ações, nosso Consultor responsável pela área de certificação dará então início ao processo de certificação propriamente dito que culminará com a obtenção do certificado.



PREVENÇÃO DE LITÍGIOS

 Consultoria jurídica destinada ao aconselhamento, análise dos aspectos legais envolvidos, e conforme cada caso, condução de negociações visando prevenção, eliminação de litígios, quer entre empresas concorrentes, quer entre a empresa e Órgãos Públicos. Inclui ainda negociações junto ao Ministério Público no caso de ação civil pública ou procedimentos investigatórios.

O objetivo desta atividade é prevenir e minimizar todo e qualquer litígio evitando que resulte em ação judicial ou se formalize passivo ambiental ou pendência administrativa ou judicial de natureza ambiental.

PATENTES/ DIREITOS AUTORAIS

  • No curso de suas atividades, elaboração de estudos e no constante pensar sobre a questão ambiental a Equipe da DP&A cria uma série de equipamentos para a área ambiental, cujas patentes são de sua propriedade e  estão sempre em constante desenvolvimento no sentido de aprimorar tais equipamentos.

  •  Tais equipamentos podem ser comercializados ou indicados ao uso em projetos específicos quando cabíveis.


  • Há ainda como criação da equipe DP&A  matrizes para usos em empreendimentos mais complexos, com maior número de variáveis e dados em análise, ferramentas criadas pela DP&A  e que tem com principal diferencial sua adaptação e especificidade para a realidade física e sócio-economica brasileiras.  

Projetos Ambientais: a boa Coordenação como item fundamental para a qualidade

   
COORDENAÇÃO E INTEGRAÇÃO DE EQUIPE:  DE  MULTIDISCIPLINAR PARA TRANSDISCIPLINAR

Desde seu nascimento, as idéias de equipe e de um trabalho efetivamente integrado, orientaram suas ações.

Ao longo do tempo, esse grau de integração foi se ampliando, garantindo um trabalho transdisciplinar. Equipe transdisciplinar representa para o empreendedor ganhos qualitativos que se traduzem em inovação, redução de prazos, maior acuidade  e mais qualidade nos estudos desenvolvidos.  

A importância da Coordenação na Consultoria Ambiental  é garantir efetivamente o equilíbrio de visões e abordagens dentre as várias especialidades e talentos profissionais que atuam na questão. Trata-se portanto, de evitar sobreposição de visões, ou distorções de avaliação ou peso, em função de tendências naturais derivadas da afinidade de cada profissional com sua própria área.

A Coordenação geral da DP&A, possui larga experiência nesse mister em empreendimentos de grande porte, com número grande de especialidades profissionais  e de variáveis intervenientes.

Além disso, a DP&A  através de uma série de métodos de organização próprios e de logísticas de campo, que foram sendo aperfeiçoados ao longo do tempo faz com que seus trabalhos desde o início já tenham pela própria prática esse caráter.


Na sua trajetória fato marcante é a elaboração de vários trabalhos para um mesmo Cliente, o que atesta o grau de satisfação. Cada novo trabalho tem produzido  outras solicitações seqüentes quando necessário.


A equipe de Consultores associados à DP&A  totaliza 25 profissionais das diversas áreas que possuem elevada qualificação técnica e profissional e significativo tempo de atuação em conjunto, como equipe.

Missão e Valores

FILOSOFIA DE TRABALHO – IDEOLOGIA, VISÃO, MISSÃO E VALORES


ü       Aprimoramento constante; da equipe, das práticas, dos produtos, a cada trabalho realizado buscando otimização contínua e apropriação da experiência acumulada;


ü       Efetividade das ações: a DP&A  busca sempre ir além da mera conformidade legal, ou de aprovações formais, e buscando sim a efetiva e real qualidade ambiental nos empreendimentos em que é consultora;


ü       Comunhão de Valores da Equipe: Consultores  estão reunidos por compartilhar ideais, visão,  e não apenas escolhidos  por sua especialidades;


ü       Integração da Equipe: A DP&A  desde seu nascimento estimula e tem o efetivo hábito da transdiciplinariedade, fazendo as diversas ciências e especialidades dialogarem entre si, enriquecendo conteúdos, serviços e produtos;


ü       Inovação: preocupação efetiva da DP&A  a cada trabalho, na busca de novas ferramentas e inovações, gerando propostas de otimização para o  potencial criado em cada caso;


ü       Serviços adaptados à necessidade do caso. Estudos pautados por um caráter técnico-utilitário, isto é, trabalhos de qualidade técnica, mas visando determinados objetivos demandados pelo caso, contrapondo-se a visões ou linha de trabalhos acadêmicos nem sempre aplicáveis;


ü       Permanente preocupação com a pesquisa, aprimoramento pessoal e capacitação pessoal de cada um dos consultores,


ü       Integração com a comunidade. Integração e respeito aos Órgãos Públicos Licenciadores, buscando constante diálogo entre os profissionais do setor público e privado, visando integrar visões e facilitar procedimentos;


ü       Ética: embora contratado pelo Empreendedor, a função de qualquer consultor ambiental é autônoma, independente e isenta tecnicamente. Consciente das suas responsabilidades técnicas, essa linha de conduta gera benefícios ao Cliente e respeito junto aos Órgãos Licenciadores e Poder Público de modo geral.


ü       Desenvolvimento Sustentável como princípio: eliminando de vez a dicotomia (ultrapassada) entre desenvolvimento e conservação e a plena consciência do planejamento ambiental como um processo contínuo e integrado;


ü       Dessa integração dos componentes ambientais ao projeto resultam não raro economias significativas seja sob a forma de solução de projeto mais econômica e  racional, sob a forma preventiva quanto a  litígios e passivos ambientais.


Por acreditar nesses valores —testados ao longo do tempo— é que a equipe da DP&A  foi criada e mantêm coerência com seus princípios.

Quem Somos- Um pouco de nossa história

A DP&A foi criada em 1.990, fruto da integração de sua equipe reunida inicialmente desde 1.984 para o trabalho pioneiro de planejamento ambiental em empreendimentos hidrelétricos da CEMIG no Rio Araguari— UHE Nova Ponte (Projeto Básico e Executivo), Miranda e Capim Branco.

A equipe de trabalho se desenvolveu, ainda como técnicos empregados no setor de engenharia de projetos. Sua primeira missão, no setor hidrelétrico foi a de elaborar o primeiro projeto (projeto básico e executivo) de grande porte adequado às novas exigências ambientais recém editadas.

Ao longo de seis anos de trabalhos em conjunto criou-se uma integração técnica efetiva com grande sinergia. 

A UHE Nova Ponte foi empreendimento feito sob o palio de novas — e então recentes— normas ambientais e como tal, uma série de metodologias, rotinas, mecanismos de gestão, matrizes de avaliação tiveram de ser criadas pela equipe pois eram inexistentes à época  ou só se dispunha de modelos estrangeiros nem sempre bem ajustados ao ambiente brasileiro.

Após a conclusão,  aprovação dos estudos ambientais e início da implantação dos programas previstos,  a equipe não desejava dispersar-se com o fim dos contratos para aquele empreendimento.

Desse desejo de continuidade nasceu a DP&A- Consultores Associados. 

Nasceu, portanto com equipe principal já formada, e com técnicos de diferentes origens e formações, mas cuja integração sinérgica não apenas multidisciplinar mas transdisciplinar já havia sido “testada em combate”. 

O cenário na década de 90 consolidou o setor ambiental e sistema de planejamento sob a égide do desenvolvimento sustentável. Isto é, o crescimento com qualidade.

No decorrer dos anos, a equipe originária do setor de geração de energia foi estendendo seus horizontes, sempre no âmbito da consultoria ambiental. Outros setores da economia passaram a ser atendidos pela DP&A.  O planejamento e a gestão ambiental passam a ser trabalhados de forma independente ao licenciamento, ou às exigências legais, numa demonstração clara de que o setor produtivo ao longo dessas quase duas décadas toma consciência da importância estratégica da questão| ambiental. Assim, são paulatinamente incorporadas novos serviços oferecidos pela empresa.

Hoje, a DP&A oferece consultoria ambiental sob a forma de diferentes prestações de serviços, e mesmo produtos, criados para atendimento de demandas específicas. A consultoria interna, para levantamentos, prognósticos e planejamentos, voltados para as empresas, que desejam redução de custos, ou que pretendem se antecipar às exigências legais, com conseqüente agilização de processos e eliminação de riscos de passivos. E empresas que adotaram o planejamento como processo permanente de melhoria qualitativa

O planejamento é instrumento básico para a  certificação em etapa subseqüente, de modo a tornar esse processo mais ágil e menos dispendioso para a empresa.

Atua ainda em processo de licenciamento, com elaboração de estudos ambientais visando o licenciamento corretivo ou preventivo de empreendimentos, quer no âmbito do licenciamento estadual , quer no âmbito do licenciamento junto aos órgãos federais.  A gestão ambiental, prevê ainda o acompanhamento desses processos administrativos durante todo o tempo de sua tramitação, com ações diversas visando sua agilização.

No item Produtos e Serviços, as facilidades oferecidas são descritas de forma mais detalhada, procurando-se enfocar os setores econômicos atendidos e as diversas formas contratuais da consultoria ambiental.

Possui sede própria, com estrutura adequada, quanto a instalações, equipamentos (infra-estrutura de escritório bem como para trabalhos de campo), biblioteca especializada e banco de dados disponível aos seus consultores.


PIONEIRISMO DE INOVAÇÃO—
AS LICENÇAS “ZERO-UM”

Embora possam parecer distantes entre si,  as duas expressões se aplicam: pioneirismo e inovação.  Em sua trajetória, a DP&A  se orgulha de ter realizado projetos pioneiros, ajudando na qualificação e conformidade ambiental de uma série de empreendimentos que coincidentemente foram empreendimentos-marco no licenciamento ambiental, além da já citada UHE Nova Ponte-CEMIG (Leme Engenharia (atual Grupo Tractebel Engineering-Suez)    cuja LP foi obtida em 1.986 (LP nº 01 para empreendimentos do setor hidrelétrico em Minas Gerais) .

Assim, possui uma série de licenças de número de série “01” ou  em alguns casos um dos primeiros.


Dentre estes:

- Obra de Engenharia Rodoviária:
BR-040 – Duplicação- Sete Lagoas/ Belo Horizonte- para CAB/ DNER- 1.993 LP e LI- (1ª Rodovia Federal licenciada em Minas Gerais).

- Obra Viária Urbana:
Trincheira Av. Contorno/ Raja Gabaglia- Belo Horizonte- Lic. no Município 1.992 –Lic. COMAM no. 01; para Engesolo/ Sudecap.

- Obra Industrial- Siderurgia:
Pátio de Resíduos Sólidos- Belgo Mineira (hoje Arcellor Mittal) em  João Monlevade- 1.991

- Projeto  de Educação Ambiental:
Projeto OIKÓS de Educação Ambiental – 1993 para a ACESITA

- Obra de Engenharia Rodoviária:
BR-262- Duplicação- Betim/ Nova serrana para Ecoplan/DNIT- LP 009- COPAM de 25/02/2.005;  primeira licença desse tipo de empreendimento feita após a nova sistemática estadual de licenciamento – o chamado Licenciamento Integrado ( de 2.004) , após a DN COPAM 74/04.

- Distrito Industrial:
Distrito Industrial de Itabira- Licenc. Do Distrito Industrial I e II (expansão- 860 ha).- para Prefeitura Municipal de Itabira e Companhia Vale do rio Doce- 1.994. Foi o 1º distrito industrial licenciado ambientalmente em Minas Gerais.

- Levantamentos e Planejamento em Bacias Hidrográficas:
Projeto SIPAM –Sistema Integrado de Proteção de Mananciais.- COPASA-MG
Levantamentos,  Mapeamentos com Cadastramento de Uso e Ocupação das bacias dos Mananciais, de Abastecimento em Arcos  (Cor. das Almas), Nova Serrana (Cor. Barreto e Pachola) e Pará de Minas (Rio Paciência). Início do Projeto SIPAM (com 100 municípios-alvo), para a Concremat/ COPASA- 1.994.

O trabalho pioneiro do Projeto SIPAM gerou uma base de dados cadastrais e metodologias para a COPASA e o desenvolvimento do projeto (100 municípios). Com dados primários e grau máximo de detalhamento, na escala de cada propriedade, terrenos, efluentes, fertilizantes, lançamentos, grau de poluição, dados sócio-ambientais dos produtores rurais, gado, uso de fertilizantes, industrias).  Organização dos Comitês de Bacias (futura gestão).